O Adélia Maria esfumou-se e com ele terminou para o homem da praia a faina maior. Até voltava, mas o declínio da indústria, os stocks exauridos, a concorrência de frotas melhor apetrechadas, condenaram a frota portuguesa de bacalhau a um lento mas seguro esquecimento. Ficam as memórias dos que por lá passaram, enquanto por cá andarem e fica o Museu marítimo de Ílhavo. Edifício que pela sua arquitectura apenas merece demorada visita; por ser a memória da faina maior, merece o nosso carinho e apoio. Levemos lá os filhos, os avós, para que se entendam, para que não se quebre a linha do ser português, daquele que, como disse o padre António Vieira, tem um palmo de terra para nascer e o mundo inteiro para morrer. Capitaneava um arrastão ao largo da Mauritânia. A passagem para as águas quentes e para os dias fogosos, trouxe-lhe alívio às penas que começava a sentir, fossem as da idade, fossem as medalhas pelos momentos difíceis por que passou. Superou as muitas diferenças que o tipo pesca ap...
um edifício mental construído para manter acesa a chama e reforçar a confusão